Billie Eilish

Billie Eilish – A Teatralidade e a Narrativa

26 Abril, 2019 0 Por Laura Carvalho Torres

Com apenas 17 anos, Billie Eilish Pirate Baird O’Connell tornou-se uma das mais interessantes e cativantes artistas da nossa época. Lançou o seu primeiro álbum em 2017 (don’t smile at me) mostrando-se irreverente e única.

Desde os seus pequenos gigs, às atuações em grandes palcos e festivais, tais como o “Coachella” –  cujo concerto foi dos mais apreciados e cobiçados pela crítica e pelo público – a jovem americana não deixa de surpreender, trazendo consigo elementos performáticos, com os quais cria um autêntico musical. A sua discografia já conta com dois discos, sendo o último deles – WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO? – lançado a 29 de Março deste ano.

O seu estilo arrojado e moderno, fora do comum, atraiu muitos olhares pela sua particularidade e iconicidade, o qual foi transportado para o palco, sendo o símbolo catalisador da sua performance.

A sua música integra em si diferentes géneros musicais, e elementos que lhe dão corpo, oferecendo à audição um elemento visual, fazendo com que viajemos para dentro da sua criação.

É através das luzes, dons sons, das nuvens de fumo, que Eilish cria o seu playground, evocando um misto de beleza visual e sonora tão forte, que se torna arrepiante.

Billie Eilish – ©Rich Fury – @LA WEEKLY

Billie Eilish – ©Rich Fury – @LA WEEKLY

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A performance e a teatralidade do seu espetáculo começam no ecrã – nos seus videoclipes assombrosamente belos e criativos – e acabam nas suas performances – incapazes de deixar alguém indiferente – e vice-versa.

Um fundo branco, um copo com tinta preta e  Billie Eilish, durante 3 minutos e 13 segundos: “when the party’s over” é uma sumula da sua criatividade e talento, levados ao extremo da estética, apelativo ao olhar e um arrepio para os sentidos.

A musicalidade, as suaves vozes do coro, e a presença vocal e visual de Eilish, criam uma experiência sensorial única, fazendo-nos entrar dentro do campo emocional que o vídeo proporciona.

É ao vivo que o seu insight criativo ganha um campo maior, deixando o publico boquiaberto, rendido ao nível de criatividade de Eilish, sem precedentes. A quente luz vermelha, os elementos gráficos, os flashes intermitentes, “a banda sonora de um filme de terror” – como muito lhes chamaram”, contemplaram a atuação de “bury a friend”, no “Coachella”, no passado dia 13.

O elemento mais marcante, foi a presença de uma cama em ascensão, em movimentos de rotação, à qual Eilish subiu. Uma performance de cortar a respiração, como só ela o sabe fazer.

Simbolismo, narrativa e avant-garde, três das mais intensas características expressas na arte de Eilish. O rumo do tenebroso, da morte, e da tristeza, interpelados pela juvenilidade e inocência, dão a Billie Eilish o palco maior, e a pista de lançamento na génese de uma das mais icónicas artistas dos nossos dias.


 

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Laura Carvalho Torres

Licenciada em História da Arte, apaixonada por arte e fotografia, com o lema: a vida só começa depois de um bom café, e uma pintura de Velázquez.
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