Histórias assustadoras para contar no Escuro

Histórias Assustadoras para Contar no Escuro

9 Agosto, 2019 0 Por Laura Carvalho
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Baseado no livro homónimo de Alvin Schwartz, Histórias Assustadoras para Contar no Escuro, (Scary Stories to Tell in the Dark) narra a aventura de um grupo de jovens que em 1968, no último verão da sua infância, decide, pela noite de Halloween, visitar a mansão da família Bellows, cujas histórias assombram a pequena cidade Mill Valley há décadas.

Histórias assustadoras para contar no Escuro

Michael Garza, Zoe Margaret Colletti, Austin Zajur, e Gabriel Rush, frente à mansão Bellows

Ali, encontram um livro de histórias macabras escrito pela jovem atormentada Sarah Bellows.

Depois de perceberem que as histórias se escreverem por si próprias, descobrem da pior forma que aquelas que vão surgindo, são a realização dos maiores medos de cada personagem que o lê, despertando as típicas histórias de infância que obrigam as crianças a comer a sopa.

Realizado por André Øvredale produzido por Guilhermo Del Toro, Patrick Melton e Marcus Dunstan, as histórias foram selecionadas por Del Toro e são, segundo o produtor mexicano “cinco ou seis”, já que todas são adaptadas e algumas intercalam-se.

Histórias assustadoras para contar no Escuro

Michael Garza, Zoe Margaret Colletti e Harold

No espírito dos clássicos, os amigos, Stella (Zoe Margaret Colletti), Auggie (Gabriel Rush), Chuck (Austin Zajur), o rufia de serviço, Tommy (Austin Abrams), e Ramón (Michael Garza), envolvem-se com os diversos monstros, nas mais criativas e aterradoras situações.

Sem fuga possível a uma realidade alternativa fruto dos seus próprios terrores, tornam-se vítimas do livro de Sarah Bellows, em histórias que procuram a simplicidade narrativa e que são, segundo Del Toro, e ainda que um pouco aterradoras, histórias “de contar à volta da fogueira”.

Histórias Assustadoras para Contar no Escuro 1

Gabriel Rush, Austin Zajur, Michael Garza, Zoe Margaret Colletti com o livro de Sarah Bellows

Sob ambientes predominantemente noturnos, quase monocromáticos, como que em variações do café ou do enxofre do sépia, para os verdes e castanhos/amarelos e de escuridão que se quer profunda, sobressalta em diversas cenas um brilho omnipresente a provocar um maior contraste à vista e a valorizar o papel das sombras. O observador é transportado para a tela fílmica, navegando naquela aventura e despertando a sua criança interior.

Os monstros que se vão cruzando com as personagens foram desenvolvidos a partir do original e também eles são essencialmente desprovidos de cor, para uma maior aproximação às ilustrações a preto e branco do livro de Schwartz. Plasticamente estão muito conseguidos e perfeitamente integrados visualmente. Criam o elemento mais cativante do filme: o mistério e surpresa iminentes de nunca sabermos qual o próximo monstro a surgir.

Histórias assustadoras para contar no Escuro

Harold

Também os silêncios que se fazem incómodos, a realçar a espera do que aí vem contribuem para um suspense old school e de susto, que não escondem alguns clichés e desfechos óbvios.

Não sendo um filme que se venha a destacar na galeria dos mais assustadores, não é aconselhável a crianças nem a uma clientela menos habituada ao género. Assusta qb, mas deixa a clara sensação de que poderia ir mais longe e o final deixa a expectativa de uma sequela que se espera mais assustadora e arrepiante.

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“You don’t read de book, the book reads you! (Tu não lês o livro, o livro lê-te a ti)”


Veja Histórias Assustadoras para Contar no Escuro no IMDB

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Laura Carvalho

Licenciada em História da Arte, apaixonada por arte e fotografia, com o lema: a vida só começa depois de um bom café, e uma pintura de Velázquez.
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